Associação Livre
Na associação livre o aluno é orientado a dizer o que lhe vier à cabeça, deixando de dar qualquer orientação consciente a seus pensamentos. É essencial que ele se obrigue a informar literalmente tudo que ocorrer à sua auto percepção, não dando margem a objeções críticas que procurem pôr certas associações ao lado, com base no fundamento de que sejam irrelevantes ou inteiramente destituídas de sentido.
O método da associação livre suprime as resistências do aluno. Desse modo, o acesso ao material inconsciente, como as lembranças, afetos e representações, é muito mais confiável. Além disso, os efeitos alcançados pela associação livre são permanentes.
Quando uma pessoa fala, ela faz uma seleção das palavras que quer utilizar para criar um sentido coerente com a mensagem que pretende compartilhar. Apesar desse processo de seleção, que é mais ou menos rápido, costumam aparecer falhas na linguagem. Alguns exemplos são os lapsos de linguagem, esquecimentos, repetições, etc. Estas falhas nas conversas fora do contexto terapêutico não costumam ser analisadas. No contexto analítico, porém, elas têm enorme importância.
“O inconsciente está estruturado como uma linguagem.”-(Jaques Lacan-)
Precisamente, neste contesto essas falhas são entendidas como uma manifestação do inconsciente. É como se, de algum modo, o conteúdo ultrapassasse a barreira defensiva do inconsciente da pessoa. Algo parecido acontece com a associação livre.
O aluno se vê liberado de qualquer controle, de necessidade de disciplina e de dar um sentido lógico a suas ideias, cai no cenário perfeito para se deixar levar pelo inconsciente. Este adquire força, chega à mente, e se expressa na linguagem. A barreira defensiva, as resistências, são enfraquecidas, e é possível então ter acesso ao conteúdo inconsciente.
Para que ela ocorra, no entanto, e para que realmente se configure como uma associação livre, são necessárias algumas condições.
Uma delas é que haja uma confiança na relação com seu professor, essa confiança é chamada de transferência. Outra condição é que se tenha compreendido que suas aulas estao em um lugar diferente do que uma simples conversa habitual fora do contexto. Nada do que é dito numa aula será julgado, nada está certo ou errado. Tudo que é falado é válido.
No momento em que o aluno se deixa levar por seus pensamentos e consegue expressá-los com seu professor, o inconsciente se expressa. As representações inconscientes afloram, são permitidas. Obtendo acesso ao material inconsciente, é possível elaborá-lo de maneira consciente. O objetivo dessa elaboração é que o conteúdo deixe de ser um conflito.
Como facilitar a associação livre?
Podemos concluir que a associação livre surgirá com mais facilidade se aluno se sente cômodo com seu professor. Deve haver também a menor estimulação possível pelo ambiente que o rodeia.
O enunciado que dentro do uso da associação livre é muito simples. Por exemplo: “diga qualquer coisa”. Ou: “diga tudo o que surgir na sua mente, como uma imagem ou qualquer lembrança que se apresente”. A partir daí o aluno tem absoluta liberdade para expressar tudo aquilo que passe por sua mente. Ele não deve se preocupar em fazer um discurso elaborado ou em agradar seu professor. Finalmente, a prática de uma boa associação livre permitirá que renda muitos frutos e, em última instância, uma melhora subjetiva no aprendizado do idioma.
Construtivismo
É a parte da metodologia de que o conhecimento não é algo que está concluído, terminado, e sim um processo em incessante construção e criação. Assim, o conhecimento é um edifício erguido por meio de ações, de elaborações e da geração de um aprendizado que é produto da conexão do ser com o contexto material e social em que vive, com os símbolos produzidos pelo indivíduo e o universo das interações vivenciadas na sociedade.
O construtivismo propõe a participação ativa do aluno em seu próprio aprendizado, mediante experimentações, pesquisas em grupo, estímulos as dúvidas e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. A partir de suas ações, vai se estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo.
Noções como proporção, quantidade, causalidade, volume e outras, surgem da própria interação com o meio em que vive. Vão sendo formados esquemas que lhe permitem agir sobre a realidade de um modo muito mais complexo do que podia fazer com seus reflexos iniciais, e sua conduta vai enriquecendo-se constantemente. Assim, constrói se um mundo de objetos e de pessoas onde começa a ser capaz de fazer antecipações sobre o que irá acontecer.
O método enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem.
O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal.
As disciplinas são voltadas para a reflexão e auto avaliação, portanto a escola não é considerada rígida.
Estas construções são realizadas através de ações e não por dons concedidos anteriormente ao sujeito, presentes na constituição dos genes ou no ambiente em que ele cresceu. Assim, o construtivismo pressupõe que é a partir das atitudes que se instituem a mente e a consciência, assim como os nossos pensamentos.
O método construtivista fundamenta-se na escrita, pois acredita que o aluno tem condições de se alfabetizar sem a ajuda de cartilhas e mecanismos que o induzem a decorar, repetir mecanicamente, declamar, transmitir e aprender o que já está acabado.
O estudante pode construir seu conhecimento, atuando, executando, gestando, edificando este saber a partir do ambiente social em que vive e da relação com os professores.
O aprendizado, neste método, é tecida em conjunto por alunos e professores, frente aos exercícios de leitura e de escrita, exaustivamente praticadas nas aulas. Assim, mestres e aprendizes atuam juntos na construção do conhecimento, assessorados pela incidência da problemática social mais atual e pelo arsenal de saberes já edificados, patrimônio intransferível do ser humano.
Mnemotécnica
Mnemotécnica ou Mnemônica é simplesmente uma técnica de memorização de informações através da criação de ideias paralelas e repetição. No caso de línguas, o objetivo é armazenar palavras, locuções e frases. Para facilitar a memorização, busca-se uma referência no nosso cotidiano, no nosso universo de experiências. Ao invés de se alcançar uma verdadeira familiarização, estabelece-se uma relação artificial entre a forma da língua estrangeira que nos é estranha com algo que nos seja familiar.
Por exemplo: você é iniciante em inglês e tem dificuldade em diferenciar Tuesday de Thursday; você se confunde e não consegue se lembrar qual é terça-feira e qual é quinta-feira. Então você observa que a pronúncia de Tuesday lembra a palavra “tio”, e os tios da gente são membros da família, pessoas importantes, que para nós vêm em primeiro lugar, assim como terça vem antes de quinta.
A técnica da mnemônica independe de método e qualquer um pode se habituar a usá-la como complemento no aprendizado de idiomas.
Linguística
É a ciência que estuda a linguagem verbal, gramática e evolução dos idiomas. A linguística investiga os idiomas de diversas sociedades e sua relação com outros idiomas. Analisa as estruturas e as sonoridades das palavras e das sentenças, o significado dos termos e das expressões idiomáticas, bem como as diferenças de uso por grupos regionais e sociais e se refere à disciplina que trata do estudo científico da estrutura das línguas naturais como também do conhecimento por parte dos próprios falantes.
Então, a linguística, como qualquer outra ciência, está focada em estudar e explicar as leis que regem a linguagem, explicando a todos seu funcionamento em um determinado período de tempo e assim seu funcionamento geral.
A linguística atual ou moderna começou a se desenvolver no século XIX, a linguística passou a ser uma ciência independente, mas integrada à semiologia, que deu ênfase na distinção entre a língua (sistema) e a fala (uso) no que se diz respeito à definição de signo linguístico. Em seguida, já no século XX, alguns linguistas, acrescentaram um aspecto fundamental para a matéria, desenvolvendo o que se conhece como corrente gerativista, que propõe uma nova perspectiva sobre a linguistica, focando e pensando a língua como um processo da mente do falante e da capacidade inata que os indivíduos têm em permitir usar e adquirir essa linguagem.
Existem vários níveis que se pode fazer um estudo da língua como um sistema sem deixar nada de lado, estes são: o fonético-fonológico (focado no estudo de fonemas e sons da fala), morfossintático (estuda a palavra, os mecanismos de criação e formação), o nível léxico (estuda as palavras de uma língua), semântico (estuda o significado dos signos linguísticos).
No entanto, a partir da fala ou do discurso, considera-se o texto como una unidade superior de comunicação, já a pragmática é responsável de estudar a enunciação e o enunciado.